Qual o número ideal de Professoras em cada sala da Educação Infantil e do Berçário?

O documento “Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil” Volume 2, foi lançado em 2006 pelo Ministério da Educação – Secretaria de Educação Básica e tem 64 páginas.

“Esta publicação contém referências de qualidade para a Educação Infantil a serem utilizadas pelos sistemas educacionais, por creches, pré-escolas e centros de Educação Infantil, que promovam a igualdade de oportunidades educacionais e que levem em conta diferenças, diversidades e desigualdades de nosso imenso território e das muitas culturas nele presentes. ”

Esse documento afirma:

“As propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil (0 á 6 anos) promovem as práticas de cuidado e EDUCAÇÃO na perspectiva da integração dos aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo / linguisticos e sociais da criança, entendendo que ela é um ser completo, total e indivisível. ” Pág. 32

 

Opa… legal, até aí tudo bem.

Continuando…

 “A relação entre o número de crianças por agrupamento ou turma e o número de professoras ou professores de Educação Infantil por agrupamento varia de acordo com a faixa etária:

  • uma professora ou um professor para cada 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos;
  • uma professora ou um professor para cada 15 crianças de 3 anos;
  • uma professora ou um professor para cada 20 crianças acima de 4 anos.

 A quantidade máxima de crianças por agrupamento ou turma é proporcional ao tamanho das salas que ocupam. ” Pág. 35 e 36

Pois é…. eu não digitei errado! Os números são esses.

Tendo como função garantir o bem-estar, assegurar o crescimento e promover o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças da Educação Infantil sob sua responsabilidade, as professoras e os professores de Educação Infantil:

12.1 asseguram que bebês e crianças sejam atendidos em suas necessidades de saúde: nutrição, higiene, descanso e movimentação;

12.2 asseguram que bebês e crianças sejam atendidos em suas necessidades de proteção, dedicando atenção especial a elas durante o período de acolhimento inicial (“adaptação”) e em momentos peculiares de sua vida;

12.3 encaminham a seus superiores, e estes aos serviços específicos, os casos de crianças vítimas de violência ou maus-tratos;

12.4 possibilitam que bebês e crianças possam exercer a autonomia permitida por seu estágio de desenvolvimento;

12.5 auxiliam bebês e crianças nas atividades que não podem realizar sozinhos;

12.6 alternam brincadeiras de livre escolha das crianças com aquelas propostas por elas ou eles, bem como intercalam momentos mais agitados com outros mais calmos, atividades ao ar livre com as desenvolvidas em salas e as desenvolvidas individualmente com as realizadas em grupos;

12.7 organizam atividades nas quais bebês e crianças desenvolvam a imaginação, a curiosidade e a capacidade de expressão em suas múltiplas linguagens (linguagem dos gestos, do corpo, plástica, verbal, musical, escrita, virtual);

12.8 possibilitam que bebês e crianças expressem com tranquilidade sentimentos e pensamentos;

12.9 realizam atividades nas quais bebês e crianças sejam desafiados a ampliar seus conhecimentos a respeito do mundo da natureza e da cultura;

12.10 organizam situações nas quais seja possível que bebês e crianças diversifiquem atividades, escolhas e companheiros de interação;

12.11 criam condições favoráveis à construção do autoconceito e da identidade pela criança em um ambiente que expresse e valorize a diversidade estética e cultural própria da população brasileira;

12.12 intervêm para assegurar que bebês e crianças possam movimentar-se em espaços amplos diariamente;

12.13 intervêm para assegurar que bebês e crianças tenham opções de atividades e brincadeiras que correspondam aos interesses e às necessidades apropriados às diferentes faixas etárias e que não esperem por longos períodos durante o tempo em que estiverem acordados;

12.14 garantem oportunidades iguais a meninos e meninas, sem discriminação de etnia, opção religiosa ou das crianças com necessidades educacionais especiais;

12.15 valorizam atitudes de cooperação, tolerância recíproca e respeito à diversidade e orientam contra discriminação de gênero, etnia, opção religiosa ou às crianças com necessidades educacionais especiais, permitindo às crianças aprender a viver em coletividade, compartilhando e competindo saudavelmente. Pág. 39

Esse é o desejo do Sr. Ministro da Educação:

“Esperamos que os esforços da Secretaria de Educação Básica e de todos os nossos parceiros na elaboração deste documento sejam revertidos em melhoria real na qualidade da educação infantil para todas as crianças brasileiras de 0 até 6 anos. “

Fernando Haddad

 Minha visão sobre o assunto com relação ao Berçário:

“É realmente impossível essa prática: uma professora ou um professor para cada 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos…

 Principalmente porque sabemos que as funções Assistencialista e Educacional têm grande e igual importância no desenvolvimento do bebê”.

 

Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espaço para crianças de 0 a 1 ano:

“Assim como os demais espaços da instituição, o espaço destinado a esta faixa etária deve ser concebido como local voltado para cuidar e educar crianças pequenas, incentivando o seu pleno desenvolvimento. As crianças de 0 a 1 ano, com seus ritmos próprios, necessitam de espaços para engatinhar, rolar, ensaiar os primeiros passos, explorar materiais diversos, observar, brincar, tocar o outro, alimentar-se, tomar banho, repousar, dormir, satisfazendo, assim, suas necessidades essenciais. Recomenda-se que o espaço a elas destinado esteja situado em local silencioso, preservado das áreas de grande movimentação e proporcione conforto térmico e acústico.”

Compõem este ambiente:

  • Sala para repouso;
  • Sala para atividades;
  • Fraldário;
  • Lactário;
  • Solário.

Os ambientes para repouso e atividades são imprescindíveis. Os demais podem ser substituídos por outras alternativas na organização do espaço institucional. Pág. 11

Salas de atividades para crianças de 1 a 6 anos

“O espaço físico para a criança de 1 a 6 anos deve ser visto como um suporte que possibilita e contribui para a vivência e a expressão das culturas infantis – jogos, brincadeiras, músicas, histórias que expressam a especificidade do olhar infantil. Assim, deve-se organizar um ambiente adequado à proposta pedagógica da instituição, que possibilite à criança a realização de explorações e brincadeiras, garantindo-lhe identidade, segurança, confiança, interações socioeducativas e privacidade, promovendo oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento.” Pág. 16

 

E você o que pensa sobre tudo isso?

Como funciona na sua Escola ou Berçário?

Forte Abraço,
​Vivian Mazzeo

32 comentários em “Qual o número ideal de Professoras em cada sala da Educação Infantil e do Berçário?”

    • Olá, Antonio!

      Se você é aluno, pode fazer a pergunta diretamente para a Vivian na área de perguntas dentro da plataforma de aulas.

      Se ainda não é aluno, toda quarta-feira às 20h de Brasília tem aula ao vivo e você pode fazer perguntas diretamente para a Vivian durante a aula. Além disso, ela sempre abre caixinhas de perguntas nos stories do Instagram, fique ligada no @vivianmazzeo_bebeativo

      Equipe Vivian Mazzeo 🥰

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  1. Eu acho essas leis um absurdo, como um profissional dá atenção devida a 8 bebês que estão na fase de sentar, engatinhar, andar, morder, bater, que chorão o dia todo e fora os outros imprevistos que podem acontecer durante o dia. Essas mesmas pessoas não aguentariam passar uma hora dentro de uma sala de berçário, pois o choro de adaptação são os piores. Trabalho no berçário e faço isso porque amo meus pequeninos, mas tem dia que é só Deus na causa e o pior é a falta de percepção entre pais e diretorias, que parecem se voltar contra o funcionário na maior parte do tempo.

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    • Realmente e muita criança para uma pessoa sozinha, pôr isso que acontece os acidentes nas creches,aí a direção fica dando desculpas para os pais , quantas crianças até morrer nas creches por falta de cuidados por causa das leis abissurdas. Só Deus na causa né .?

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  2. Trabalho no Barçario único, nosso espaço e muito bom, somos 4 na sala e a lactarista.
    Nosso trabalho abrange as duas práticas, e é ótimo para o desenvolvimento dos bebês, tenho aprendido cada vez,mais trabalhar com eles, isso tem trazido pra minha vida profissional grandes experiências e crescimento como berçárista o trabalho desenvolvendo as duas práticas realmente e muito completo e com resultados surpreendentes.

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  3. Trabalho em uma creche, somos 2 monitoras e uma professora e temos uns 24 alunos, trabalhamos com o maternal 1,primeiramente recebemos com todo carinho ,depois vamos brincar e tem a hora do lanche e depois brincamos novamente, gosto muito da minha turminha. As vezes quando precisa fico ne outra sala também pra ajudar.

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  4. Bravo! Estava procurando esse documento para discutir a quantidade de crianças no meu município. Atualmente trabalha-se com 20 crianças de 2 a 3 anos (maternal 1), e 18 crianças de 1 a 2 anos (nível 3), com 1 auxiliar.
    É bem difícil.

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  5. Bom dia…sou professora do berçário 2….tenho 21 crianças……e conto somente com a ajuda de uma AVE…..trabalho no período da tarde.

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  6. Boa noite!!
    É um absurdo mesmo!! Meu filho de 2 anos chegou em casa mordido por um outro coleguinha da mesma idade na escola, mas isso aconteceu por só ter uma professora q se dividia com o portão, pois o certo eram p ser duas profissionais.

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  7. Meu filho tem 11 meses e tá no berçário só tem 2 profissionais e são mas 8 bebês, e tô vendo que disse que por lei são 15 crianças pra dois profissionais eu não acho correto porque bebês são prioridades, precisam de atenção e 2 profissionais acho pouco que leu é essa??? Ok na teoria beleza mas na prática a realidade é outra…. Bebês chorando tudo junto

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    • Pois é… De acordo com o documento informado no artigo, na idade do seu filho são de 6 a 8 crianças para cada professor(a).
      Realmente um absurdo.
      Por isso precisamos falar mais sobre o assunto e cobrar gestores escolares e prefeituras.
      Só a união de pais e professores será capaz de mudar a realidade do número de alunos por profissional da educação.

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    • Verdade,quer saber como é só ,na prática, muito sem noção quem criou essa lei ,1 professor pra esse tanto de aluno. As crianças dessa idade depende de nós pra tudo .
      Me poupe, mas acho desumano

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  8. Eu só gostaria de entender se um professor(a) de berçário com bebês entre 3meses a 2 anos, sendo de 6a 8 crianças podem fazer sozinho : cuidados pessoais da criança , higiene, alimentação e ainda dar atividades planejadas para as mesmas sem apoio é correto?

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    • Isso é o que os bebês precisam. Cabe ao professor fazer. Mas quando o número de professores não é suficiente, os professores precisam mobilizar prefeitura, pais e comunidade em geral para resolver o problema. O que não pode é só reclamar e continuar com o problema que prejudica tanto professores como as crianças e claro afeta os pais.

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    • Eu também acho um abissurdo, e por isso que acontece os acidentes nós berçário, pôr quê um profissional sozinho para esse Monte de criança, isso e uma escravidão só falta o chicote.

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  9. Olá Vivian, trabalho em uma creche que atende crianças de 1a 3 anos, todos juntos, não tem salas separadas, temos dificuldades em realizar algumas atividades, temos média de 26 a 30 crianças, as vezes separamos para realizar atividades para os maiores, mas com dificuldades por que as vezes os pequeninos também querem participar, não tem professor no turno matutino, e só contamos com duas auxiliares, é difícil fazer um bom trabalho devido a quantidade de alunos

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    • Poxa Maria… entendo sua dificuldade. Parabéns por realizar um bom trabalho mesmo em situações dificeis. Continuem fazendo o melhor e lutem pela conscientização se salas menores. Beijo

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  10. Oi
    Diz no conselho municipal de educação que pode ter até 15 por cento acima da quantia estimada
    Se no berçário tem 16 pode ter até 18
    Não seria o máximo 16

    Acabamos atendendo por motivos de ordem judicial
    Isso é correto?

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  11. Pois é Vivian na escola onde trabalho não funciona assim sou professora de berçário na parte da manhã a turma todos os anos fecha com 10 ou mais bebês de 0 a 1 ano acho um absurdo isso mas não muda tenho uma auxiliar que fica com a Turma na parte da tarde junto com outra auxiliar não tem professora no período contrário. A sala nem se fala pois não é só para o berçário, ali funciona o sono com as crianças maiores, sendo que na metade da manhã temos que colocar todos nós carrinhos ou cadeiras de paraarrumarem as camas para as outras turmas o espaço fica mínimo,a secretaria. De educação do município tem conhecimento disso e não soluciona.Uma dúvida que sempre surge é a questão do número de crianças, é contado por professor em sala ou conta se com a atendente junto pois elas aqui no município foi exigido apenas o ensino médio elas questionam sobre assumir as turmas no turno contrário pois no edital do concurso delas não fala sobre isso somente auxiliar as professoras.

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    • Oi Angela… eu entendo que conta todas as profissionais dentro da sala. É uma ótima oportunidade para elas aprenderem e poder crescer, independente da formação, o mais importante é o amor e o conhecimento. Quanto a situação em relação ao municipio… faça sempre o seu melhor independente do que os outros estão fazendo. Além disso conscientize a população em geral e os pais sobre o problema. Beijo

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  12. Eu sou bercarista , na sala tem duas monitora é uma professora que trabalha com as crianças 1hrs por dia, nossa sala é pra 9 crianças de 4m a 1-4m

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