O que fazer com as birras? Bebês e crianças pequenas

Quero começar lembrando que você vai utilizar todo esse conteúdo, quando retornarmos para as aulas presenciais e, também, agora nas aulas remotas, nas aulas on-line, nas aulas gravadas, da forma como cada professor está conseguindo fazer. Seja para orientar as famílias, seja com as próprias crianças.

Além disso, as informações que estamos trazendo são muito úteis para nós professores e para as famílias dos nossos alunos.

Claro que é um pouco diferente a forma como as birras acontecem em casa e na escola. Mas a forma como devemos encarar as soluções e estratégias são basicamente as mesmas.

Por isso é importante compartilhar essas informações.

Isso pode se tornar um conteúdo muito legal para você abordar ou em um vídeo para a família, ou em uma reunião de pais on-line, ou presencial quando voltarem, enfim, é muito bacana passar esse tipo de informações para os pais.

Eu costumo falar que o professor trabalha diretamente com a criança e ela cria afeto por ele, quer ir para a escola aos sábados e domingos, pergunta se é dia de ir à escola, mas a família precisa se conectar mais conosco. 

Uma das formas para que os professores gerem uma conexão com a família do aluno é passando conteúdo para eles, passando informações de qualidade que vão ajudar a criança. Isso também faz parte do nosso trabalho.

Eu acredito que esse também é o nosso papel, porque nós trabalhamos com a criança, mas ela não é ainda um cliente, o cliente é a família, nós precisamos ter esse relacionamento com eles.

Se a família está ciente dessas informações, e agindo na mesma linha de pensamento do professor e da escola, isso facilita o dia a dia na escola.  Porque se a escola coloca limites e a família não coloca vocês sabem o estrago que isso gera no cotidiano, fica mais difícil para o professor.

É importante que a família conheça a linha de pensamento da escola, do professor, e aja sempre na mesma linha e não tenha uma discrepância de informações para a criança não ficar confusa.

Se a família está caminhando junto com a escola, se traçam essas informações com a escola, automaticamente o trabalho da própria escola e do professor fica muito mais fácil, e colabora muito para o desenvolvimento da criança.

Dito tudo isso vamos lá….

Tenha tempo e disponibilidade para a criança

O que fazer efetivamente com as crianças, na prática, nos momentos de birra?

E quando falo de ‘nós’ me refiro a nós como adultos, sejamos pais, professores, ou as duas coisas.

O que precisamos ter em mente, e fazer em relação às birras?

Primeiro ponto: Você precisa ter tempo para a criança.

“Vivian pelo amor de Deus a gente está gravando aula, lavando louça, não está podendo chamar a faxineira, está tudo corrido aqui em casa e você vem me falar de tempo?”

Sim gente!

Para lidar com a birra é necessário que o adulto disponibilize tempo para a criança.

Segundo ponto: você precisa se disponibilizar para a criança, esse é o seu estar disponível.

“Vivian tempo e estar disponível não é a mesma coisa?”

Não, não é a mesma coisa.

Pode ser que você tenha tempo, que fale “Ai hoje não vou trabalhar, é sábado e não farei nada de escola, vou ficar descansando”. Ou se for quem cuida da criança “eu não vou trabalhar hoje, vou me desconectar, tirar um tempo para mim”.

Acontece de termos tempo, mas não precisa só disso.

Você precisa ter tempo e disponibilizar esse tempo para a criança, estar efetivamente e verdadeiramente disponível para ela.

Não é aquela coisa de estar no computador, ou no celular, ou escrevendo, e falar para a criança “haram é” ou “já vou, sei…”.

Busque entender o motivo da birra.

Depois que eu estou com tempo, e estou disponível para a criança, aí sim eu vou conseguir entender essa birra e achar a melhor forma e estratégia para poder lidar com ela.

Quais são os motivos que você percebe que normalmente a birra acontece?

Vou dar um exemplo, normalmente a birra acontece quando a gente pede para a criança esperar.

Você fala para ela esperar e ela fica brava, se joga no chão, ou ela fica te puxando.

Quando, por exemplo, pedimos para a criança esperar, ou esperar a vez do amigo, esperar um pouco, esperar um horário, porque isso não funciona com os bebês, e as crianças bem pequenas?

Primeiro que o conceito de esperar é muito abstrato para a criança, assim como o conceito do não.

“Como assim não. O que é não?”

“Como assim esperar. O que é esperar?”

Além disso, tanto o “não”, quanto o “esperar”, se opõem a necessidade inata da criança de explorar o mundo, de querer aprender, conhecer, e de conquistar autonomia.

A criança está naquela fase em que ela quer explorar o mundo, quer conhecer, tudo é novidade.

Por volta dos dois anos ela começa a querer ter autonomia para tudo, quer escolher o brinquedo, a roupa, uns mais outros menos, sempre tendo em conta a individualidade de cada criança, mas de maneira geral é assim.

A criança quer explorar o mundo, ser autossuficiente, ter autonomia, e acabamos podando ela com o esperar e com o não.

“Vivian, mas não tem como, em alguns momentos a criança tem que esperar, e em vários momentos eu vou ter que falar não.”

Claro!

Mas o ponto principal é você entender que a criança não está totalmente preparada para isso.

Ciente disso você vai lidar com a criança, vai sim pedir para esperar, falar o não. Mas você vai fazer de uma forma que a criança consiga entender melhor, que ela aceite melhor, que não vá tão de encontro com a necessidade dela.

E para fazermos isso nós precisamos contextualizar.

É preciso contextualizar para a criança.

É importante que a criança entenda por que ela tem que esperar, ela tem que entender qual a vez dela. Mas não é só entender a gente falando, ela tem que ver.

Por isso fazemos, por exemplo, o quadro de rotina na sala da escola, e é importante que as crianças tenham em casa esse quadro de rotina também.

É necessário que a criança tenha um modelo de rotina porque isso vai dando previsibilidade. Ela vai conseguindo entender qual o momento de cada coisa, ela consegue perceber, não é algo que ela tenha que parar e esperar, ela está vendo que as coisas estão acontecendo, ela está identificando os momentos de cada situação.

Fica mais fácil dessa forma.

“…Olha eu vou trocar a fralda do Gabriel e quando eu voltar eu vou pegar o brinquedo para você”, ou então “olha eu vou dar a mamadeira do João e quando eu acabar eu vou fazer tal coisa”, e cumprir o que você está falando, e colocar a criança dentro dessa situação.

A criança precisa ser inserida em um contexto.

“…Olha deixa eu te mostrar está vendo aqui a mamãe está lendo, é super importante o que estou lendo, dá só um tempinho para mim que já vou te atender, estou só terminando aqui que é importante para mim.”

Vejam como é muito diferente de falar:

“…Espera, espera que estou ocupada!”

Estamos falando aqui dos bebês e das crianças bem pequenas, mas até as crianças de quatro, cinco anos vão ter dificuldade com esse tipo de reação.

Você precisa olhar no olho da criança e explicar, senão no momento que você falar “espera que eu já vou”  é quando a criança vai dizer “mas eu quero”, e que vai se jogar, vai gritar, aquela coisa toda.

Os desafios da hora do parque.

Outros aspectos importantes que acontecem na escola, e podem acontecer em casa, são as questões do parque.

É uma dificuldade tamanha, por exemplo, para as famílias saírem do parque, ou pararem de brincar e a criança ir tomar banho.

Na escola nós vamos lá no solário e no parque, depois temos que voltar para a sala e as crianças não querem. Tem criança que chora, tem criança que não vem e temos que ir buscar, enfim, várias situações em casa e na escola.

Então como fazer para as crianças compreenderem que tem um horário, e depois que terminou aquele horário e precisamos sair?

Primeiro ponto, eu já falei anteriormente a rotina.

Se a criança vê que tem algumas etapas, ela sabe que depois do parque vai acontecer alguma outra coisa, então ela sabe que em algum momento ela vai ter que sair dali.

 Outra coisa bacana que dá para fazermos, na escola funciona muito bem, é colocar um relógio, um despertador que faça barulho.

E aí você mostra para ela “…Está vendo isso aqui, é o nosso relógio, nós vamos marcar o tempo que vamos ficar aqui. Vamos ficar trinta minutos então vamos marcar, ajuda a prô aqui está o dois, o três, quando chegar aqui vai apitar, quando apitar acabou nosso parque, aí vamos fazer outra coisa”.

Ficou visível para a criança, deixou de ser abstrato.

Quando pegamos o relógio e mostramos fica muito mais próximo da criança, fica muito mais fácil da criança entender, perceber.

Podemos usar essa técnica em casa quando for, por exemplo, a hora de parar de brincar para tomar banho, para comer, pode ser a hora de dormir, qualquer momento que precise fazer essa transição de situação.

Nós não precisamos escolher um só, ou eu faço a rotina, ou eu uso o relógio, ou aviso a criança.

Nós podemos usar todos!

Então além de fazer a rotina, de usar um relógio, nós podemos avisar a criança.

Quando faltar um minuto para terminar o horário, faltar um minuto para começar a aula remota, faltar um minuto para acabar o tempo de TV, o que quer que seja, fale para a criança “…Olha você só tem mais um minuto, está acabando, qual é o último pedacinho que você quer ver”. Ou Quando estiver no parque “…Olha você só tem mais um minuto, está acabando nosso tempo, qual o último brinquedo que você quer ir?”

Aí a criança consegue finalizar aquele processo.

Isso é super importante.

Isso vale para crianças de 5 e 6 anos também, eles são crianças, são pequenos, isso vale para toda a educação infantil. Claro que vai variar de criança para criança, tem criança de 6 anos que já se acostumou com essa situação.

E tem a questão da personalidade da criança, tem aquelas que aceitam as coisas mais facilmente, e tem as que são mais questionadoras.

O importante é sabermos lidar com todos os tipos de crianças, com todas as personalidades, com todas as possibilidades. O importante é atendermos cada criança da melhor forma possível e dentro da sua individualidade.

Gentileza e firmeza são muito importantes.

Agora um ponto fundamental nessa questão de como lidar com as birras, principalmente quando chega naquela situação da criança estar se jogando no chão, dela estar esperneando, da criança não estar legal, é importante lembrar de duas palavras: gentileza e firmeza

Não é que vamos deixar a criança fazer tudo o que ela quer, vamos deixar a criança sem limites, claro que não.

Mas nós temos que ter uma forma de conversar, e uma forma de colocar esses limites que seja respeitosa, e que a criança consiga aprender durante esse processo.

Que não seja um processo que pune a criança, que envergonhe, que vira uma disputa de poder, é muito importante observarmos esse processo.

Nós temos na nossa cultura uma questão de disputa por poder com a criança tão enraizada que é horrível.

A maioria das pessoas quando vê uma criança desafiando um adulto ela começa assim “Olha ela não tem controle sobre ele, meu deus aquela criança está fazendo ela de boba, olha isso, ela não sabe o que está fazendo, que horror”.

Não é mais ou menos assim na nossa cultura, infelizmente?

O adulto que está pensando em entrar em uma disputa com uma criança ele já perdeu.

Se nós às vezes brigamos, ou conversamos, ou achamos ruim quando uma criança mais velha entra em disputa com uma mais nova, imagine nós adultos?

Nós precisamos manter a nossa postura firme, e ao mesmo tempo gentil para lidar com a criança.

Fale para a criança o que pode e o que não pode, explique, coloque limite, mas de uma forma gentil. De modo que você entenda o que ela está passando, de uma forma que respeite a individualidade e personalidade de cada criança, de uma forma que a criança consiga aprender nesse processo.

É importante que a criança saia desse processo bem.

Quando nós conversamos com a criança, ela pode ficar chateada, o que é normal. Quando nós recebemos um não, nós também podemos ficar chateados, é normal.

O que não é legal é a criança pensar “Ai que raiva, ela não gosta de mim, eu sou burra, eu não sirvo para nada”.

O que não pode acontecer é a criança se sentir mal, não se sentir acolhida, a criança entrar nesse estado de se desvalorizar.

Precisamos cuidar de como ela vai passar por essas frustrações.

E não deixar chegar ao ponto da criança fazer uma birra, e se chegar, você estar preparada, saber como fazer, usando todos esses recursos que apontei aqui, e de uma forma muito leve, muito gentil, muito respeitosa, e ao mesmo tempo firme.

É muito importante dar opções de escolha para a criança.

Outra coisa muito importante para diminuir os episódios de birra na escola e em casa é o fato de darmos opções de escolha para a criança.

Como que é dar opção de escolha para a criança?

Quando vamos brincar de alguma coisa, ou quando vamos colocar uma roupa na criança, ou quando vamos escolher um brinquedo que vamos levar para a escola, ou um brinquedo da escola para levar para casa, nós damos oportunidade para a criança escolher, damos oportunidade dela participar do processo, mas nós fazemos isso de uma forma mais limitada.

O que eu quero dizer com isso?

Imagina que a criança tem um guarda-roupa cheio e quer escolher qual roupa vai colocar, com certeza vai demorar bastante. Ela vai ficar indecisa, porque não tem maturidade suficiente para ir fazendo escolhas por etapas. Por exemplo, está frio então essas roupas são de calor eu não vou escolher, foco nas outras, dentro dessas qual eu vou colocar.

Então ela demora e nós cansamos com isso, acabamos entrando em disputa com a criança, isso gera problema. O que fazer?

Dar opções de escolha, separar duas, três peças no máximo, que dá para a criança colocar agora, e falar “tem essa, aquela, e a outra, qual você escolhe, qual você prefere?”.

A criança vai se sentir muito mais autônoma, dentro do processo porque ela decidiu qual queria, ela sabe escolher a roupa dela, ela consegue escolher a própria roupa, ela tem autonomia para isso. Então a criança sente-se mais valorizada, se sente parte do processo, quando acontece dessa forma.

Quando vai escolher um brinquedo na escola a mesma coisa. Separe dois ou três, e fale pra criança “olha tem esse, esse, e o outro, qual você escolhe?”, e a criança vai se sentir mega importante, vai se sentir super autônoma, cheia de si, e não vai fazer tanta birra como ela faria se ela não tivesse essa possibilidade.

Nas aulas remotas, por exemplo, se você estiver fazendo uma aula ao vivo algumas vezes a criança quer falar com você, em outras não. É tudo diferente, é na tela do computador, ou é na tela do celular é estranho, a criança as vezes ,não está entendendo.

Cabe a nós professores e a família falarmos “Filho você quer mandar um beijo para a prô, ou quer fazer um tchauzinho com a mão?” ou “Filho está quase na hora de ir embora, você não quer falar um tchau para a prô antes que ela desligue a câmera?”.

Às vezes você pega uma criança de dois anos e ela está vendo o vídeo da prô, e terminou o vídeo ela chora, porque ela queria o vídeo, ela quer mais. Ela não tem maturidade para saber que o vídeo tinha 5 minutos, que já estava quase terminando o tempo.

Se você estiver gravando um vídeo, por exemplo, a criança vai percebendo que está acabando, no caso dos bebês eles não falam ainda, dependendo da idade, eles falam poucas palavras, mas eles compreendem o que está acontecendo.

Então é importante pontuar isso para a criança, que está acabando, está no meio ou no fim.

Transforme seus conhecimentos em habilidades.

Tudo que falamos aqui são habilidades treináveis, você já tem o conhecimento, agora desenvolva a habilidade.

E como se desenvolve a habilidade? Colocando isso em prática. Falando para os seus alunos, falando para os seus sobrinhos, falando para os seus filhos, observando as crianças na rua.

Eu sou tão louca por criança que as observo em todos os lugares. E eu sempre observo as famílias, a pessoa que está com a criança, e penso “Será que aquela foi a melhor estratégia, se fosse comigo o que eu poderia falar para aquela criança, o que eu poderia fazer naquela situação?”.

Nós devemos ter esse olhar observador mesmo fora da escola.

O que fazer quando acontece a birra?

Você já está treinando essas habilidades, você viu aqui as dicas de como pedir para a criança esperar, da questão do relógio, da rotina, de avisar um minuto antes de terminar, todas essas possibilidades apresentadas. E mesmo assim não funcionou.

A criança foi lá e se jogou no chão, fez aquele escândalo, saiu correndo, e aí, o que fazer? Como agir?

Primeira coisa: respire fundo

Respira fundo, fica calma, fica tranquila, lembre-se que você não precisa disputar nada com a criança.

Não tem quem vai ganhar ou perder.

Você não precisa falar por último, a criança não tem que obedecer 100% do que você falar, nada disso.

Não se cobre tanto porque não precisa disso.

Depois que você respirou fundo e lembrou-se de tudo isso, você vai ajudar a criança.

Normalmente a pessoa vai dar uma bronca na criança.

“Para de gritar… levante daí… eu já mandei não sei o que.”

Mas o que você precisa de fato fazer é ajudar a criança.

Então você vai chegar nela e vai falar “Olha eu sei que você está bravo, eu sei que está nervoso, eu estou entendendo o que está acontecendo, mas eu quero te ajudar”.  

Chegar perto da criança, se for possível abraçar você vai abraçar, aí vai depender de cada criança. Tem criança que logo que você se mostrar disposta e disponível ela vai te dar uma abertura, tem criança que vai segurar um pouco mais.

Mas você deve mostrar que está disposta para a criança.

“A mamãe sabe que é difícil, mas eu estou aqui para te ajudar, eu gosto muito de você, você é muito importante para mim, vem cá vamos conversar, vamos tentar resolver?”

Nada de falar para a criança coisas como “Para de chorar!” ou “Levanta daí”.

Isso é uma forma de punir a criança, de envergonhar. Você vai ficar disputando poder com a criança, e o principal não vai resolver.

Vivian, qual é o principal? O principal é a criança aprender.

Se você gritar com a criança ela não vai aprender.

Se ela não aprender daqui a cinco minutos, no dia seguinte, vai acontecer novamente.

Se falar para a criança “Eu tenho tantos problemas e você com essa manha” e “Levanta daí, isso não foi nada, que bobagem”, não tem como a criança aprender, ela se sentir bem, a criança se transformar em um adulto mentalmente saudável se ela ouvir esse tipo de coisa, se ela não for acolhida.

Esqueça quem está em volta.

Pode ser que tenha aquela avó, aquele avô, outra professora, normalmente são pessoas um pouco mais velhas, às vezes tem pessoas novas também que vão falar “Olha ela não sabe lidar com ele, olha, não acredito”, esquece. Não de ouvidos para a plateia.

Você pode estar com seu aluno no parquinho da escola, na sua sala de aula, a família pode estar com o filho no parquinho, em uma festa, em casa, aonde for, sempre vai ter alguém para olhar torto e para criticar, sempre, em tudo na nossa vida.

Faça aquilo que você precisa fazer, dentro dos seus princípios.

Sempre com gentileza e com firmeza, ajudando a criança a elevar a sua autoestima e desenvolver as suas habilidades sociais.

Lembre-se: cada criança é única!

Uma coisa muito importante é lembrar que, tem crianças que aceitam mais, são mais caladas, mais tranquilas, mais na dela, e tem criança que é mega desafiadora, mega questionadora.

E uma criança não é melhor ou pior que a outra por causa disso, jamais.

E infelizmente nós ouvimos de muitas famílias, e de muitos professores coisas como “Nossa fulana é triste hem, fulana é terrível… nossa, fulano questiona tudo… nossa fulana não tem jeito”.

Vamos respeitar as pessoas!

Se aquela pessoa é mais questionadora quando criança muito provavelmente ela vai ser um adulto questionador.

Vocês acham que para eu fazer tudo que faço nas redes sociais, para eu me expor, eu era uma criança que aceitava tudo calada, que eu era tranquila? Eu não era. Eu era uma criança mega questionadora, tudo eu perguntava.

E o que temos que fazer com esse tipo de pessoa, esse tipo de criança?

Ajudar essa pessoa com a sua autoestima para quando acontecer algo diferente do que queria ela não se sentir arrasada, incapaz, e para ela conseguir desenvolver suas habilidades sociais, entender que o mundo não gira em torno dela.

Conforme a criança vai saindo da fase egocêntrica fica mais fácil ela entender isso.

Nós não podemos pegar uma criança questionadora e querer transformar em uma criança mais calma, mais tranquila, e nem o contrário.

A beleza do indivíduo está justamente em ser quem ele é, da forma que ele é.

Nós professores não trabalhamos com aparelhos, trabalhamos com vidas, com pessoas.

Nós somos as pessoas mais responsáveis em entender as crianças, em acolhê-las, em ajudar cada criança a seguir o seu caminho dentro da sua forma, mantendo a sua personalidade, o seu jeitinho de ser, e sabendo lidar com o mundo, com o ambiente, sabendo lidar com a sociedade de uma maneira bacana, de uma maneira saudável, sendo respeitado e respeitando o próximo.

Dica Extra  – Perguntas poderosas

Eu separei quatro perguntas que você precisa se fazer, quatro reflexões que você precisa ter para conseguir lidar com essa questão das birras, das emoções das crianças.

É importante que você se faça essas quatro perguntas.

E você também pode, e deve sugerir essas perguntas para a família dos seus alunos. Pode pegar esse material que eu fiz e enviar para as famílias dos seus alunos sem problema nenhum.

São perguntas direcionadas para essa questão das birras, para a família ter clareza e você ter a informação, para quando as aulas voltarem na escola você estar muito mais preparada para lidar com tudo isso.

Para ter acesso ao pdf das perguntas, entre no meu canal do Telegram clicando AQUI https://t.me/vivianmazzeo

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