Oficina Remota. Como fazer?

Oficinas são propostas dinâmicas de aprendizado é possível fazer na escola e também nas aulas remotas, leia até o final e faça uma oficina com seus alunos amanhã mesmo!

As oficinas proporcionam momentos de aprendizagem e uma aprendizagem muito ativa, porque ao mesmo tempo em que a criança está ouvindo aquilo, ou aprendendo aquilo, ela está colocando a mão na massa e fazendo.

Toda a família pode participar! E isso é algo muito bacana, ainda mais nesse momento de isolamento social.

Quanto mais nós conseguirmos envolver a família nas atividades mais chances teremos de as famílias participarem.

De repente seu aluno tem um irmão mais velho, ou tem um primo que mora na casa, até mesmo o pai e a mãe, se você envolve a família na atividade eles gostam. Eles tendem a participar muito mais do que quando nós fazemos um vídeo ou algo muito parado.

A proximidade é um benefício desse tipo de aula, que podemos gerar inserindo a família nesse contexto educacional, trazendo-os para mais próximo da escola.

Eu acredito que um legado positivo que podemos tirar dessa situação de pandemia é as famílias estarem mais próximas da escola.

Se você conseguiu ou está conseguindo envolver as famílias nas suas aulas, suas atividades, se você está conseguindo conquistar as famílias para participar desse processo educacional, esse laço que está sendo muito estreitado nessa quarentena, ele vai perdurar.  

Outro ponto que podemos levantar na questão das atividades de oficina remota é o conhecimento e a diversão para toda família.

Dependendo do que você fizer na oficina vai conseguir levar conhecimento também para a família e não só para a criança, mas de uma forma que a criança brinque com a família, a família brinque com a criança, e que saia aprendizado para todos.

Tudo isso ajuda muito na participação da família nas aulas on-line.

…Vivian eu quero fazer um ao vivo, mas eu não quero que fique aberto para o mundo inteiro, quero que só os meus alunos tenham acesso?! Você pode fazer um vídeo como não listado no YouTube. Se você tem uma conta do G-mail você consegue fazer um vídeo no YouTube, é só você criar o seu canal, e aí você coloca o vídeo  como não listado, vai gerar um link, você passa o link para as pessoas e elas podem assistir o vídeo, só consegue visualizar o vídeo quem tem o link.

O Zoom é outra plataforma que você pode usar, ele é gratuito, mas tem um limite de participantes. Tem ainda o Google Meet, que também é gratuito, mas você não consegue gravar, tem que ter uma conta. Existem algumas ferramentas que se pode utilizar para fazer sua transmissão ao vivo.

Se você quiser fazer aberto pode usar as redes sociais.

É claro que ao vivo empolga muito mais porque você vai conseguir interagir com as pessoas, principalmente se fizer nessas plataformas tipo zoom que você vê as pessoas e elas te vêem. Mas, mesmo se você fizer pela rede social, já há bastante interação.

O ao vivo trás mais a família e a criança para perto, motiva mais. Mas o gravado, se não for possível fazer ao vivo, também funciona.

Eu separei três tipos de oficina que podemos fazer nesse momento, seja de forma gravada ou ao vivo.

…Ah Vivian eu posso inventar um quarto tipo, posso fazer outra coisa? Até pode, mas trabalha dentro desses três que você verá que dá resultado, que vai ser bacana para você.

Então:

  • O primeiro modelo de oficina é a construção de brinquedos;
  • O segundo modelo são atividades motoras;
  • E o terceiro é releitura de arte, de obras de arte, de quadros, de alguma arte de diversas formas, diversas manifestações.

Vou explicar cada uma delas…

OFICINAS DE CONSTRUÇÃO DE BRINQUEDO

Você vai bolar e planejar a construção de algum brinquedo, e vai construir um brinquedo ao vivo junto com seus alunos, ou gravado, mas que a pessoa faça junto com o vídeo.

A escolha de qual brinquedo construir vai depender da idade dos seus alunos e seu objetivo com a atividade, mas eu trouxe algumas dicas.

Uma opção para os bebês bem pequenininhos é a pipa de mão

Foto: Pipa de mão

Nós podemos pedir para a família separar o material que é bem simples. É uma argolinha, pode ser argolinha de cortina, por exemplo, e algumas fitinhas de cetim.

…Posso substituir e fazer uma argolinha de papelão enrolado, e colocar um fitilho, ou um cadarço de tênis? Até pode, só tem que tomar cuidado com a questão da segurança. O cadarço tem aquela pontinha grossa que a criança vai balançar e pode bater no olho, mas você pode cortar aquela pontinha.

Então nós fazemos a construção da pipa de mão junto com a família e vamos amarrando as fitinhas na argola, cortando as pontinhas, deixando-o prontinho.

A criança pode explorar a pipa de mão de diversas formas, ela vai ver cor, textura, colocar na boca, balançar, colocar na mão ou no pé, vai brincar bastante.

Depois que a criança explorou o material, que ela reconheceu o brinquedo, aí nós podemos fazer alguns desafios. Podemos pedir para a criança dar, para ela aprender a entregar, nós podemos sugerir que a criança segure com a outra mão.

Se você for fazer ao vivo pode ir falando os comandos para a família transmitir para a criança. Se você for fazer um vídeo, e quiser só dar instruções para a família, você pode explicar como eles vão brincar com a criança.

Ensine que eles devem entregar na mão da criança, instruí-la a passar de uma mão para outra, colocar nas partes do corpo. Podem incentivar a criança dizendo “aonde está a cabeça, coloca na cabeça, cadê o nariz? Coloca no nariz” ou “lá no alto agora, bem alto, bem alto, caiu, agora lá embaixo, lá embaixo”.

Atenção: A família vai dar para a criança e vai brincar e vai desistir porque na maioria das vezes, eles não sabem o que fazer, eles não vão pensar nessas possibilidades de passar de uma mão para a outra, alto e baixo, de ver as cores, de contar fitinha, de entregar e devolver. Nós precisamos falar, explicar direitinho como eles podem brincar.

Oficina do binóculo

Foto Binóculo

O binóculo é outra opção de brinquedo muito legal. Para construir o binóculo eu passei uma fita colante colorida nas extremidades de dois rolinhos de papel higiênico para juntá-los, também dá para colar um rolinho no outro com cola. Eu passei a fita colorida para chamar mais a atenção e coloquei um cordão em uma das extremidades de forma que seja possível pendurar no pescoço.

A criança pode construir o binóculo desse jeito, pode desenhar no binóculo, enfim, você pode contextualizar como você quiser, adaptando para a sua realidade.

Nós podemos fazer desafios para as crianças “coloca o binóculo, agora conta para mim o que você está vendo”, e a criança tem que contar o que ela está vendo.

…Ah Vivian eu trabalho com as crianças até um ano, um ano e meio, e eles não falam?!  Nós podemos só falar para eles olharem no binóculo e dizer “Olha para o papai, olha para a mamãe, olha para o irmão”, e aí eles vão procurando dentro do binóculo.

Outra opção é colocar um papel colorido simulando lentes, qualquer papel, ou uma tampa de pote plástico, para a criança ver colorido.

Tem pessoas que dão aula em escolas que são mais no interior, em zona rural, então pode falar para a criança procurar vaca no morro ou outros animais.

Se você está mais na região urbana,  a criança pode olhar da sua janela e procurar um carro, uma pessoa passando na rua, em fim, dá para contextualizar da forma como você entender a sua realidade.

Atividade de encaixar

Foto: Atividade de encaixar

Para essa atividade nós também vamos construir um brinquedo com rolinho de papel higiênico, ou qualquer outro rolinho de papelão que você tiver.  

Eu cortei um rolinho na metade, e fiz uns furinhos, se você não tiver um furador pode furar com lápis, você pega o lápis e vai forçando devagar que ele fura.

 Isso feito nós podemos brincar de colocar o lápis dentro dos furinhos, pode ser canudinho também, mas para não ter que comprar canudinho plástico nós podemos utilizar o lápis, pode ser um graveto de árvore ou um palitinho de churrasco, dependendo da realidade.

A idéia é ir tentando colocar o pauzinho dentro dos furinhos.

Se a criança for pequena, até 2 anos, nó podemos incentivar a criança a passar só no primeiro furo, passou no primeiro já é valido.

Para as crianças maiores nós pedimos para localizar o próximo e passar nos dois.

…Ah Vivian então as crianças de um ano e meio ou dois não pode passar em mais de um furo? Pode passar, mas nós temos que entender que se eles conseguirem toda essa coordenação motora de colocar no primeiro já está dentro das habilidades necessárias para eles.

Tudo feito com material fácil que dá para fazer em casa.

Explique para as famílias que eles podem incentivar a criança “Olha agora vamos colocar no furinho. Vamos contar os furinhos? Tem mais lápis? Vamos colocar outros lápis. Quantos lápis cabem aqui?”. Pode ir contextualizando, colocando mais dificuldades de acordo com a idade da criança.

Construindo argola

Foto: Argolas

Outra opção que podemos fazer reaproveitando materiais que todo mundo tem em casa são argolinhas, com jornal ou revista.

Você pega uma revista, uma folha de caderno, jornal, o que tiver, e vai enrolando até formar um “canudo”, quanto maior for a folha, maior vai ser a argola, depois vamos entortando de forma circular e quando formar o círculo coloque uma ponta dento da outra, aperte as pontas para ficar preso. Você pode passar uma fitinha para não escapar. Pronto, fez uma argolinha.

Como eu uso bastante eu passei na minha uma fita colorida em toda volta dela, mas em casa não precisa.

Podemos brincar de lançar argola, pode brincar de jogar um para o outro, eu posso jogar na boca de uma garrafa, posso passar de um em um, por no braço de cada um, tem várias possibilidades com a construção das argolinhas.

As crianças, quando nós começamos a fazer o rolinho com a folha, podem ir passando o dedinho na mesa e ajudam a fazer a argolinha.

Podemos brincar de acertar alguma coisa. Não tem garrafa pet, coloca caixa de fósforos no chão para tentar acertá-la, o que tiver em casa, dá para colocar rolinho de papel higiênico no chão e tentar acertar o rolinho.

Fazendo um carrinho

Foto: Carrinho

Para fazer o carrinho use um rolinho de papel higiênico pintado pela criança, não é obrigatório, mas é legal para a criança brincar com tinta, pegue 4 tampinhas de garrafa pet e cole com cola quente para parecerem as rodas, e faça um corte no rolinho na parte que for ficar para cima  para parecer o acento, o motorista.  Temos um carrinho.

Se for criança maior podemos falar para a criança desenhar alguma coisa no carrinho, customizar o carrinho com o desenho que ela goste.

No caso do carrinho só a construção do brinquedo já envolve várias habilidades, o trabalho sensorial de mexer com esse papel, de pegar a tinta, de pintar com o dedinho, de mexer com a cola, se for cola quente tem que ser o adulto, mas se for cola branca dá para a criança colar, passar o dedinho na cola, passar o dedinho no carrinho. Já trabalha todos esses aspectos sensoriais.

Dá para brincar também como o barulho do carrinho “rum rum, bibi! Como que é a buzina?”.

É possível brincar com esse carrinho de muitas formas.

Posso fazer lá uma pista com fita crepe, colando uma fita no chão, e a criança vai passar o carrinho em cima da fita crepe, ela vai seguir a pista.

Dá para passar o carrinho por baixo das pernas das pessoas, por exemplo, o pai, a mãe, ou irmão, quem morar com a criança, fica em pé com as pernas afastadas e a criança vai passar o carrinho por baixo.

Pode fazer uma pista no corpo.  Alguém se deita no chão e a criança vai passando o carrinho enquanto a família estimula “olha o carrinho está na cabeça, agora está no peito, na barriga, para onde ele vai, aonde vai agora, no braço, na perna?”.

Colocar número nos carrinhos como se fossem carrinho de corrida, é legal também.

Massinha: a queridinha das crianças

Foto: Receita de Massinha

Claro que não poderia faltar, pois as crianças amam de paixão.

A receita que eu uso é super legal, só vai sal, farinha de trigo, uma colherzinha de óleo e água. E ela dura muito colocando na geladeira.

Uma dica é quando você, ou a criança, forem usar a massinha tirar da geladeira cerca de meia hora antes. Para ela não fica tão gelada, e não se despedaçar, porque às vezes a massinha muito gelada fica despedaçando.

… Vivian eu posso colorir usando gelatina em pó? É uma possibilidade.

A questão é que a gelatina em pó tem açúcar, e algumas famílias não deixam a criança ter contato com o açúcar, ingerir o açúcar, antes dos dois anos de idade. E com certeza a criança vai colocar a massinha na boca.

Essa que nós fazemos com farinha, sal, e o corante alimentício fica muito salgada, fica muito ruim o gosto, então a criança põe, experimenta e já tira da boca.

Se você colocar gelatina, ou até mesmo o suco em pó, pode ser que a criança pegue um pedaço que está meio doce e goste. Por esse motivo eu evito usar gelatina ou o suco em pó. Mas fica a critério de cada um e da idade do seu aluno.

Eu sugiro para você que vai for fazer uma oficina com a massinha, então faça desde o início. Envia a listinha dos ingredientes para a família, envia a receita para eles prepararem os ingredientes. E como óleo, água, farinha e sal geralmente todo mundo tem em casa fica mais fácil.

E aí na hora você faz o vídeo ao vivo, ou gravado, fazendo a massinha com as crianças, fica muito legal.

“…Agora vamos colocar a farinha, então coloca lá, vamos colocar o sal, agora é hora do corante…” Você vai fazendo a massinha junto com a criança.

Depois que a massinha estiver pronta deixe a criança explorar o brinquedo, explorar a oportunidade que estamos dando. Entrega a massinha para a criança e deixa ela brincar, mexer, misturar, ela fazer do jeito dela.

Quando a criança já viu como é, já tentou colocar na boca, já viu que é ruim, já mexeu, jogou na outra mão, depois que ela se familiarizou com aquilo, aí sim nós vamos propor alguns desafios, algumas atividades. Mas sempre é legal deixar a criança explorar da maneira dela primeiro.

Agora sim, podemos pedir para a criança fazer bolinha, separar pedacinhos, etc, tudo de acordo com a idade dela.

Dependendo da idade da criança, fez as bolinhas? Depois você pode instruir a colocar na mão e enrolar, vai falando com a criança “O que dá para fazermos com essa bolinha? Vamos fazer o papai, vamos fazer a mamãe, uma flor?”. Podemos ir colocando alguns desafios para a criança.

Para quem tem alunos bebês pequenos imagine que legal se para a aula a família conseguir preparar um espaço no chão que ele possa de fato por a mão, misturar, se melecar.

Se você vê que tem essa possibilidade faça uso dela, explora a família dessa forma, use todas as possibilidades que a família tem.

Agora se você vê que não dá e que vai ser difícil você pode até evitar. Mas também por que não perguntar?  Converse com a família “Olha gente eu estou pensando dar uma oficina de massinha, mas eu queria fazer todo o processo com vocês, eu quero que as crianças coloquem a mão. Vamos tentar nos organizar, vamos marcar uma data?”

Desafia a família nesse sentido porque isso é benéfico para a criança.

É legal pegar uma massinha pronta e brincar? Claro, é muito legal, tem várias possibilidades, mas se a criança constrói a massinha tem mais conexão, a atividade fica mais rica.

OFICINAS DE ATIVIDADES MOTORAS

Agora vamos para o segundo tipo de oficinas que você pode fazer tanto remotamente quanto presencial: atividades motoras. O que seriam essas atividades motoras?

Eu coloquei duas divisões para as atividades motoras:

  • Circuitos
  • Desafios

Se você for fazer circuito é só elaborar um circuito com o que a família tiver em casa. Usar almofadas, cadeira, mesa, cama, edredom etc.

E vai colocando desafios, passar por cima, passar por baixo, de um lado, do outro, ir rápido, depois devagar, enfim, tem várias formas de a família fazer.

Você vai montar da forma que for melhor para os seus alunos, você conhece seus alunos, conhece mais ou menos o que eles têm em casa. E aí você vai organizando o desafio, colocar a família para fazer junto, eles passarem embaixo da cadeira junto, virar cambalhota, rolar de lado com a criança, todas as possibilidades possíveis coloca lá para a família fazer também.

Outra forma de atividade motoras que é possível nós fazermos são desafios.

A primeira sugestão de desafio que quero compartilhar com você é: montar uma banda.

Podemos utilizar como instrumento potes, panelas, colher, colher de pau etc. Você pode desafiar as famílias a montarem uma banda com o que eles tiverem. Vão formar nas suas casas uma bandinha, e vão batucar ou cantar uma música. Esse é uma oficina que dá para fazer com todas as idades.

Minha segunda sugestão é passar objetos de mão em mão. Se você estiver fazendo uma aula ao vivo, por exemplo, que você está vendo todas as crianças você pode ir colocando os desafios. A criança vai pegar o objeto que tem em casa, e tem que ir passando de mão em mão.

A terceira sugestão é o jogo do movimento. Que é um jogo que nós temos que fazer movimentos com o corpo. Tem disponível para baixar gratuitamente AQUI.

Você imprime, e vai mostrando as cartinhas que são as posições que a família tem que fazer. Ou você pode narrar os movimentos para a família fazer e a criança imitar. Se a criança for maior deixa ela tentar fazer e a família imita.

Outra atividade é buscar objetos na casa. A criança, mesmo quando ela ainda não fala, entende muita coisa. Nós podemos pedir para a criança buscar objetos na casa “Vai buscar para a prô agora o seu cobertor ou um brinquedo”.

Peça para pegar coisas que todos tenham, coisas que as crianças possam lembrar, aí a criança vai ou engatinhando, ou andando pega aquele objeto, a família vai junto incentivando, trás, mostra para a professora.

Carregar objetos na corda é a próxima sugestão…

Você pega uma corda, uma linha, uma fita, um elástico, o que tiver em casa, aí amarra na maçaneta de uma porta, amarra na maçaneta da outra porta, e dentro do elástico você coloca um rolinho de papel higiênico.

O objetivo da atividade é a criança segurando no rolinho, levá-lo até o outro lado do elástico.

Eu prefiro usar o elástico porque é bem flexível, ele não machuca a criança, mesmo que a criança for andar e esquecer, e for com o pescoço, ele não machuca como uma linha ou uma corda.

Mais um desafio que podemos fazer é saltar na cor ou na forma geométrica.

Você pede para a família separar algum objeto, vamos supor, nas cores e então fala para a família “Olha separa coisas nessas quatro cores, pode ser um vasinho, um potinho, uma tampa de panela, o que for e coloca no chão.”, aí você vai falando “verde”  e as crianças vão e saltam no verde.

 ….Mas eles não saltam ainda Vivian, eles engatinham?! Vamos engatinhar até o verde.

Aí a família agacha e engatinha junto, a mãe, o pai, a avó ou quem estiver com a criança. E você vai fazendo os desafios.

E figuras geométricas também. Dá para fazer com papelão, por exemplo, recortar o círculo, o triangulo, o quadrado, e nós vamos saltar nas formas geométricas, ou engatinhar, ou andar até elas.

Que tal construir torres?

A família vai separar os objetos que ela tiver em casa, pote de cozinha, panela, caixinhas, se tiver bloquinhos pode usar, e nós vamos construir torres. Vamos pegar o que tiver, esse pote, esse outro, aquele lá, e vai desafiando “A torre caiu? Começa de novo.

Quantos materiais, quantos objetos você conseguiu fazer na torre? Vamos contar: um, dois, três”, podemos incentivar as crianças de diversas maneiras.

Bola na barriga. Pegue uma bola, coloca na barriga e encosta na criança, e sem colocar a mão na bola vamos levá-la até outro ponto.

Como eles são pequenos a família tem que agachar, tem que andar de joelho junto com a criança com a bola encostada em ambos. Crianças de um ano, um ano e meio ou de dois se divertem muito. Para eles vai ficar mais fácil do que para a família, porque eles vão estar em pé, e a família vai estar de joelhos.

Terceira sugestão de oficina remota: TRABALHAR COM RELEITURA.

O importante nesse tipo de oficina é que você use a sua criatividade, e trabalhe de acordo com os materiais que tiver disponível.

Eu trouxe como exemplo alguns trabalhos que podemos fazer usando as obras de Romero Britto, um pintor brasileiro.

Comece fazendo uma pesquisa.  

Quem é esse pintor que eu vou trabalhar? É o Romero Britto ele é um pintor brasileiro mora há muitos anos em Miami, ele tem galeria de arte lá, é muito conhecido fora do Brasil, enfim, eu posso falar um pouco sobre o artista e a família vai aprender muito com isso.

E por que eu escolhi o Romero para trazer para você? Primeiro porque ele é brasileiro, e segundo porque ele trabalha com muitas cores e isso chama muito a atenção das crianças, normalmente elas gostam bastante.

Depois o que nós podemos fazer? Uma dica é pegar as pinturas que ele tem de animais, gato, urso, peixe, etc, e nós podemos apresentar o pintor para a família, apresentar os desenhos, e combinar com a família que cada uma vai escolher o bichinho que mais se identifica para eles fazerem.

Aí uma pessoa da família, por exemplo, a mãe vai desenhar o bichinho, a criança vai pintar, o pai vai separar os materiais, e vão criando a partir do desenho.

No lugar em que aparecem pontinhos compridos podem colocar palitinho, onde está redondinho podem colar lantejoula, podem colar lixa, colar algodão.

Pode aproveitar a oportunidade e sugerir um trabalho sensorial com a criança que envolva toda a família.

Outra opção baseada no Romero Britto é utilizar suas obras de corações.

Você pode falar para a família preparar alguns corações, desenhar e deixar separado em casa, na hora da oficina cada membro da família vai pintar seu coração.

Na hora da aula você mostra e explica “Nós vamos fazer a releitura dessa obra”, então cada membro da família vai customizar o seu coração.

Obra de Romero Britto

Depois nós vamos montar um quadro e o quadro completo vai estar representado pelo coração de cada membro da família.

Existem muitas opções de pintores, de obras de arte que você pode usar.

Dicas finais

Eu sugeri para você três tipos de oficina que podem ser feitas nas aulas ao vivo ou gravadas e até mesmo nas presenciais quando retornarmos:

  • Construção de brinquedos;
  • atividades motoras;
  • e releitura de alguma obra de arte.

É importante lembrar que essas sugestões não são para fazermos todas em uma única oficina. Dá para fazer uma oficina por semana junto com a família.

Lembrando também que todas as atividades que eu falei aqui estão de acordo com a BNCC.

E por último quero recordar que no meu novo curso “ATIVIDADES E BNCC NA PRÁTICA. 0 A 3 ANOS” você encontra todas essas atividades e muitas outras. São mais de 300 atividades, todas já descritas e com os códigos da BNCC, além das aulas em vídeo. Se você ainda não conhece o curso, ou não se inscreveu corre lá para você fazer a sua inscrição.

Beijo

Vivian Mazzeo

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